segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Resumo do livro: Frankenstein



Victor Frankenstein era um rapaz inteligente desde criança. Ele tinha paixão por ciências naturais e estudava tudo sobre o assunto. Depois de muitos anos de estudo, ele resolveu que queria fazer algo que fosse memorável para a humanidade, algo nunca feito antes: construir um ser humano sem utilizar esperma ou óvulos. Para muitos, isso era um sonho impossível, mas não para Victor, ele tinha uma enorme ânsia e vontade para com isso. Durante meses vasculhou cemitérios recolhendo órgãos para realizar sua façanha.
Durante todo o seu projeto, ele afastou-se completamente de sua vida social; família e amigos não tiveram qualquer importância. Após aproximadamente dois anos de um trabalho árduo, Victor finalmente conclui sua criatura, mas assim que ela acorda, ele se assusta com o monstro que criou. Ela era tão horrenda que o único impulso do criador foi ir para longe o mais rápido possível.
Passado este episódio, a criatura começa a atormentar Victor fazendo aparições esporádicas em sua casa.
Certo dia, ela (a criatura) resolve desaparecer e ir para a floresta, onde não tinha dificuldades para encontrar comida e, no meio desta floresta, encontrou uma casa com um celeiro ao lado. A criatura passou muito tempo nesse celeiro observando a família que morava na casa. Com a família, aprendeu a falar, ler, ter sentimentos e ser uma pessoa íntegra. Não apenas um monstro.
Depois de muito tempo observando essa família, a criatura decide falar com o senhor da casa, dizer que o amava e que queria ter uma família para chamar de sua.
O velho se assusta, mas não consegue vê-lo, pois era cego. Porém, ao chegarem em casa, seus filhos vêem aquela cena estranha e acuam o monstro para fora da casa devido à sua tamanha feiúra.
Sentindo-se rejeitado, até mesmo por seu criador, a criatura vai embora do celeiro para começar a matar os entes queridos de Victor, para que assim ele sinta a mesma dor que ele sentia por não ter uma família. O primeiro a ser atacado pelo monstro foi William, o irmão mais novo de Victor. Ao receber uma carta de seu pai, Victor volta à sua terra natal, Genebra, para velar o irmão falecido.
Enquanto passeava pelas montanhas ele encontrou sua criatura, que estava completamente diferente desta vez: muito mais articulada do que quando Victor a abandonou. Ela diz que pretende sair da vida de Victor e de todos os seres humanos, mas com uma única condição: que ele construa uma fêmea para ela.
Mesmo muito relutante Victor aceita a condição imposta pelo monstro.
Retornando à sua família, ele encontra Elizabeth, uma amiga de infância a qual sempre amou e a pede em casamento.
Logo após isso, ele volta com seu amigo Clerval para a Inglaterra e de lá vai para uma ilha onde começa a construir a fêmea para sua criatura, porém assim que começa seu novo projeto, ele resolve cancelá-lo com medo de que assim ele crie uma geração de monstros que assombrem a humanidade.
O monstro descobre o descumprimento do acordo e fica tão furioso que mata Clerval.
Victor é incriminado pelo assassinato, mas consegue provar que não foi o autor e assim volta para a sua família em Genebra e mesmo com medo de que o monstro tente matar Elizabeth, eles se casam. No mesmo dia vão para a lua de mel e na noite de núpcias, enquanto Victor sai para vigiar o lugar, o monstro aparece e estrangula a esposa de seu criador.
Desolado, Victor volta para casa e conta a notícia ao seu pai, que fica tão chocado que adoece e morre. Sem mais nenhum parente, Victor resolve ir à caça ao monstro. As pistas seguidas o levam ao Pólo Norte quando encontra um navio que o resgata, pois ele se encontrava com uma aparência muito doentia.
Victor, mesmo muito fraco, consegue contar sua história ao Capitão do navio e logo depois morre. O Capitão se surpreende ao encontrar a criatura dentro da cabine do navio chorando pela morte de seu criador. Ela promete continuar seguindo ao Norte e de lá não voltar mais, dando paz a todos os seres humanos.

Resumo do livro: O Homem da Máscara de Ferro




A Bastilha, foi construída em 1370 e tornou-se uma prisão durante o reinado de Carlos VI; durante a Regência do Cardeal Richelieu, no século XVII, tornou-se uma prisão para nobres ou letrados, opositores à religião oficial, adversários políticos, agitadores políticos, etc. No dia 14 de Julho de 1789 o povo de Paris saiu às ruas e invadiu a Bastilha, fortaleza que simbolizava o Absolutismo Real, libertando seus 7 prisioneiros. Esse feito ficou conhecido como "A Queda da Bastilha", data comemorada pelos franceses .
Por volta de 1679, durante o reinado de Luís XIV, um prisioneiro foi colocado sob a responsabilidade pessoal do Sr. De Saint-Mars, na época, era comandante da fortaleza e prisão de Pignerol, na Savóia. O prisioneiro, sem qualquer registro oficial da prisão, além do nome, tinha a sua idade desconhecida, sendo simplesmente, pelos seus companheiros e pelos carcereiros da prisão, como sendo o "Máscara de Ferro".Era sem dúvida alguma, fora do comum, mesmo para os locais, onde figuras impares eram "armazenadas", a peculariedade desse preso, o requinte de maldade, numa tortura, aparentemente não dolorosa, mas infinitamente incomoda; pois o rosto do prisioneiro ficava totalmente escondido sob uma espécie de máscara aveludada preta, ligada mecanicamente a um "colarinho"de ferro, cujo mecanismo, impossibilitava a sua remoção sem ajuda de alguém. Embora o reconhecimento facial do preso fosse nulo, os seus movimentos ágeis e maneiras refinadas e elegantes, conduziam a um raciocínio, mesmo subjectivo, de ser ainda jovem e da nobreza. Por questões especificas, o "Máscara de Ferro" , na maior parte do tempo, era mantido bem longe das vistas dos demais presos, inclusive, sendo a ala do calabouço, na qual ficava a sua cela, muito bem guardada, e, para completar a segurança, um contacto restrito com a carceragem, sendo apenas uma pessoa escolhida para tal serviço.Apesar do zelo extremo na segurança do "Mascara de Ferro", era tratado por todos com gentileza e respeito, principalmente pelo Sr.De Saint-Mars, comandante do presídio.
Em 1681, Saint Mars foi transferido para o comando do baluarte de Exilles, em Turim, que, naquela época, era de propriedade francesa; o preso também foi transferido e mantido como tal por seis anos, ou seja, no período completo em que durou a sua gestão.Transferido em 1687, para o Mediterrâneo, como comandante da Ilha de Santa Margarida, Saint Mars, mais uma vez o "Máscara de Ferro", ainda sob a sua responsabilidade, foi conduzido para outra prisão. O infeliz prisioneiro, encarcerado na masmorra da fortaleza, tentou em vão, de uma forma desesperada, estabelecer contacto com o mundo exterior; com os parcos recursos que dispunha, ora através de fiapos de linho, ora com materiais residuais, tentava a todo custo revelar a sua identidade, com mensagens imperceptíveis ou simbologia desconhecida, pelo menos para os directamente envolvidos.Seu esforço foi totalmente em vão, não demorando a ser descoberto pela guarda local, causando-lhe assim, mais vigilância redobrada, permanecendo preso por aproximadamente 11 anos, quando, em 1698, Saint Mars, retirado do comando da ilha, para ir dirigir a prisão "A Bastilha", construída em 1370, situada em Paris, já célebre por ter abrigado os mais diversos e notáveis personagens.
Como das vezes anteriores, tornando-se um procedimento usual, recebeu ordens expressas para levar o "Mascara de Ferro" para a Bastilha. Foi uma longa viagem, planejada com detalhes cuidadosos, guarnecidas por uma robusta escolta de soldados para proteger as duas carruagens utilizadas no translado; uma delas, a primeira, levando o "Máscara de Ferro" e a segunda, conduzindo o novo comandante da Bastilha.Como não poderia ser diferente, ao ser levado da carruagem para as instalações destinadas á sua pessoa, o Máscara de Ferro foi alvo de grande curiosidade dos presentes; todas as refeições de Saint Mars, foram sempre acompanhadas pelo misterioso prisioneiro.O militar, tinha ao seu alcance, devidamente preparadas, duas pistolas sobre a mesa, para que não duvidassem da seriedade e do zelo no cumprimento do dever. Conforme procedimentos anteriores, também na Bastilha, nenhum registro do infeliz prisioneiro foi feito, permanecendo dessa forma, por mais cinco longos anos; em Novembro de 1703, subitamente e de uma forma totalmente misteriosa, o Máscara de Ferro adoece num dia e morre no outro, tendo sido enterrado no cemitério de Saint-Paul, e aí sim, pela primeira vez, seu suposto nome foi revelado, constando dos registros , como sendo De Marchiel, com 45 anos de idade.
Qual era a verdadeira identidade do misterioso homem da Máscara de Ferro? Em 1711 a cunhada do rei, a Princesa Palatine, mencionou a história numa carta á sua tia. O prisioneiro foi tratado muito bem, ela disse, mas dois mosqueteiros vigiavam-no o tempo todo, prontos para matá-lo caso ele tentasse tirar a sua máscara. Ele odiava a sua máscara, dormia com a máscara, e provavelmente morreu com a máscara.

Resumo do livro: A Dama das Camélias




O romance passional de Alexandre Dumas Filho, A Dama das Camélias, é considerado um clássico da dramaturgia mundial. A história caiu nas graças da platéia, ora mais elitista, ora mais popular, desde a sua estréia na metade do século XIX. Muitas linguagens apropriaram-se do texto para representações. O romance original migrou para o teatro, para a ópera e para o cinema e, daí, filmagem e refilmagens.

A obra tem flashes autobiográficos, e conta os encontros e desencontros de um amor impossível vivido por Dumas Filho, o talentoso filho ilegítimo de Alexandre Dumas, célebre pelas aventuras dos Três Mosqueteiros. Dumas Filho soube dramatizar suas experiências, agregando fabulações do popular à requintada e frívola vida da elite burguesa, criando um melodrama clássico na história do teatro. Desde a estréia, A Dama das Camélias ficou num meio termo entre o drama romântico apresentado na Comédia Francesa para a elite, e os melodramas apresentados para a massa nos teatros de boulevards.

A tradicional Dama das Camélias conta a história de uma elegante cortesã francesa, em meados do século XIX, que encanta Paris com sua beleza, suas artimanhas no amor e no sexo, sua vida luxuosa e perdulária, mantida por ricos progenitores da emergente burguesia urbana. As mulheres “teúdas e manteúdas” eram a vaidade em vitrine dos senhores proprietários. A Dama das Camélias e Armand vivem uma grande paixão impossível pela segregação social da sociedade burguesa classista. O pai de Armand trama a separação e convence a Dama das Camélias que aquela relação é uma ruína para a família e para o futuro do filho. A Dama comove-se. Num ato de nobreza incomum, renuncia a Armand e, resignada com seu infortúnio, fica reconhecida, pela sociedade, como a cortesã mais honesta, humana, e guardiã da falsa moral burguesa.

Na peça de Dumas, em cinco atos divididos em episódios, a pressão é social: ela não pode ficar com um homem de família nobre. Essa cortesã é inspirada em uma mulher real, exercendo até hoje um fascínio em todo o mundo. No fundo, é um livro moral, apesar da temática ousada ainda hoje. A personagem não tem máscaras. Vive à custa de homens. Mas é transformada pelo amor. 

Com um sentimento verdadeiro, encontra forças interiores para se redimir como pessoa. A discussão moral e ética do livro é, enfim, resumida pelo sentimento do autor, que norteia todo o romance: se Jesus perdoou Maria Madalena, por que não podemos perdoar as mulheres como elas? 

O narrador do romance é o confidente de Armand Duval, que o conhece quando Marguerite já está morta. Esse narrador cede a palavra a diversos outros personagens, que se incumbem de reconstruir o passado dos amantes. A narrativa é composta não linearmente pelos sucessivos relatos de Armand, pela reprodução das cartas escritas pelo casal e pela apresentação do diário dos últimos dias da cortesã, finalizado por sua amiga Julie Duprat.

Existe uma ironia velada na história, parcialmente autobiográfica, que pode ter sua origem na mágoa do autor: Dumas Filho (Armand, na peça) é na vida real bastardo, seu senso de justiça social, sua necessidade de proteger e salvar a Dama das Camélias remete às suas relações paternais/maternais conflituosas. Por outro lado, na relação amorosa de Armand, pode-se caracterizar um tipo especial de escolha de objeto feita pelos homens: o “amor à prostituta”, que pode variar “dentro de limites substanciais, do leve murmúrio de escândalo a respeito de uma mulher casada que não seja avessa a namoricos, até o modo de vida francamente promíscuo de uma cocotte ou uma profissional na arte do amor”.

O mito central de A Dama das Camélias “não é o amor, é o reconhecimento: a Dama, Marguerite, ama para ser reconhecida e, a esse título a paixão provém inteiramente de outrem”. As encenações, os conflitos, os equívocos e as vilanias que popularizaram a Dama não são de ordem psicológica, são, sim, sintomas do corpo social, são duas paixões de zonas diferentes da sociedade. O amor de Armand é o tipo de amor burguês, segregativo, apropriativo. O amor da Dama é o postulado de ser reconhecida, que culmina quando renuncia a ele, ou “assassina a paixão de Armand”, para eternamente ter o reconhecimento do mundo dos senhores.

Resumo do livro: Eros e Pisque


avia um rei na Grécia que tinha três filhas. Psiquê, a mais nova de todas, era de rara formosura. Chegado o momento de se casar, o rei recebeu um misterioso aviso: que a levasse para uma montanha selvagem e a deixasse lá. Como o povo tivesse comparado a beleza de Psiquê com a de Afrodite, esta se sentiu ofendida e planejou vingar-se. Ordenou ao seu filho Eros que casasse Psiquê com o homem mais monstruoso da Terra. Porém, o jovem deus apaixonou-se por ela e a levou, conduzida por um vento mágico, para um palácio onde a donzela ficou aos cuidados de seres invisíveis que tocavam músicas encantadoras e lhe serviam deliciosos manjares. A moça vivia feliz com seu esposo Eros, porém, não lhe podia ver o rosto nem conhecer a sua identidade. O esposo de Psiquê era muito amável, mas como só lhe aparecia à noite, a jovem sentia-se muito só durante o dia. Esperava ansiosamente pela noite para ter a companhia de seu esposo. Certo dia, as irmãs invejosas de Psique foram visitá-la e vendo que a moça não podia ver o rosto do marido, envenenaram-lhe o espírito, fazendo com que ela, descumprindo a promessa que fizera ao amado, lhe espiasse o rosto durante a noite, enquanto ele dormia. Ficou tão encantada com a beleza do homem ao seu lado que lhe deixou pingar uma gota de azeite quente da lamparina em seu rosto, despertando-o.
Magoado, Eros abandonou Psique. Mas, na manhã seguinte, ela se dispôs a seguí-lo e, depois de ter perambulado tristemente pelo mundo, chegou ao palácio de Afrodite, onde se deixou ficar como criada, com a esperança de recuperar o amor de Eros. Mas a deusa, mais cruel do que nunca, empregou-a nos trabalhos mais perigosos, para que neles encontrasse a morte. Com ajudas recebidas por parte de deuses e de forças da natureza, a jovem conseguiu dar conta de todas as tarefas. Então, Afrodite enviou-a até o reino de Hades para pedir à rainha Perséfone os seus segredos de beleza. A jovem foi advertida de que não poderia espiar o conteúdo da caixa que guardava esses segredos, mas, não agüentando de curiosidade, abriu-a e o que encontrou lá dentro foi o sono eterno. A moça caiu sobre a erva; mas Eros que a tinha seguido, foi em seu auxílio e, recebendo a ajuda de seu pai, Zeus, fez voltar a vida à jovem e, depois tomou-a nos braços e, batendo as asas, levou-a para o seu palácio encantado. Onde viveram para sempre felizes.



Resumo do livro: A Divina Comédia



Em 1265, nasce Dante Alighiere, na cidade de Florença, o maior poeta Italiano, estudou no Convento de Santa Cruz, peregrinou por várias cidades italianas, mas em Ravena viveu seus últimos momentos e lá faleceu aos 56 anos, em 1321. Sua obra prima é "A Divina Comédia". Escrita em Cem Cantos, No período de 1310/1321. A obra é dividida em três partes: O Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Com a ajuda da personagem Virgílio - poeta da antiguidade latina, que escreveu Eneida, símbolo da razão divina - Dante percorre esses três pontos: os dois primeiros terríveis do Inferno ao Purgatório para ter o direito de entrar no paraíso com o auxílio de sua doce amada, Beatrice. Até hoje o nome é motivo de dúvidas, quando se refere à palavra comédia. Comédia se refere ao sofrimento em antítese a alegria e paz do Paraíso. Daí a Divina comédia de nossas vidas de nossos sofrimentos, sempre vislumbrando a Deus na hora da morte. A obra apresenta-se, também, de forma crítica quando Dante chama a prestar contas em tribunal simbólico os poderosos. Segundo E.R .Curtius, "Dante chama ao tribunal papas e imperadores de seu tempo: reis e prelados, estadistas, déspotas, generais; homens e mulheres da nobreza e da burguesia das corporações e das escolas{...}"

A provação, o moralismo de Dante - colocando-se como alguém "perdido em uma selva escura" aos 35 anos - e do leitor representando a humanidade, numa metalinguagem edificante. Todo aquele que pecar deve procurar a redenção de seus pecados, esse é o objetivo escondido nas palavras. Não basta dizer que se arrependeu é preciso ter fé e ser racional, na sociedade do dogma.

Sua descrição do Inferno sugando as almas para o centro da terra - de acordo com a visão do mundo, conforme Pitolomeu, que a Terra era o Centro do Universo - constituído de nove círculos é segundo Vincenza Rubino "uma cratera onde estão distribuídas as almas dos pecadores condenados a penas terríveis.

Enquanto o Purgatório é uma montanha formada no lado oposto ao inferno, também constituído de nove partes: as almas, uma vez purificadas, vão subindo os patamares nas encostas da montanha,

"Foi quando notamos, ao longo do caminho, encostada à lívida muralha, e com as pálpebras cerzidas com fios de arame, para os olhos, que tanto cobiçaram, não vissem luz, uma multidão de sombras vestidas de rude silício; as sombras contavam, ou melhor, gritavam a litania de todos os santos, exclamando em uníssono: - Maria, orai por nós!".

Já o Paraíso foi imaginado como o topo do Purgatório. É composto de nove céus, que regem os planetas. No Empíreo, composto de pura luz, vivem Deus e as almas santificadas".

A Obra é interessante por estabelecer uma hierarquia de pecados para condenação final, fica definido que as almas que estão no Inferno não têm mais salvação. Já as que se encontram no Purgatório podem ascender, aceita a expiação transitória que as libertará no final com a premiação suprema, Deus no paraíso.
Vincenza Rubino retrata a respeito do0s valores dos pecados; "Assim, por exemplo, casos de adultério são pecados menos graves do que a prática do estelionato. Os sete pecados capitais comparecem no inferno dantesco e as penas impostas obedecem a um significado simbólico: ‘os hipócritas do oitavo círculo são condenados a vestir eternamente uma pesada túnica de chumbo dourado , ensina José Paulo Paes, o dourado falso das suas palavras melífluas não logrou esconder o chumbo vil das mentiras que espalharam em vida- ".

Esta viagem é realizada em uma semana: começa na sexta-feira, dia 8 de abril e vai até quinta-feira da semana seguinte no ano de 1300, para Salvatore D- Onofrio, "prende-se ao fato de ser o primeiro Ano Santo da história do CATOLICISMO: o Papa Bonifácio VIII determinou que o primeiro ano do novo século fosse considerado jubilar, concedendo indulgências dos pecados a todos os peregrinos que fossem rezar em Roma".

Alguns consideram a obra um compêndio da Cultura da Idade Média, uma enciclopédia viva com termos e expressões específicas. Retrata a natureza filosófica, científica, poética, política e histórica do mundo antigo - romano, grego, ocidental e religioso.

Resumo do livro: A Moreninha



O enredo inicia-se com três amigos e estudantes de Medicina, Augusto, Fabrício e Leopoldo, sendo convidados por outro colega, Filipe, para passar o dia de Sant'Ana na casa de praia de sua avó. (O mês de julho era considerado o mês de Sant'Ana.)
Apenas Augusto hesita e se diz disposto a não ir. Mas, a presença da irmã, Carolina - a Moreninha -, e das primas de Filipe, Joana - a pálida, e Joaquina - a loira, entre outros divertimentos, servem como incentivo, e logo todos se põem prontos para a viagem.
Os amigos decidem ainda fazer uma aposta: se Augusto conseguisse apaixonar-se por uma única jovem durante quinzes dias ou mais, visto que se julgava incapaz para tanto, ele assumiria o compromisso de escrever um romance relatando tal paixão.
O jovem evita cair nas graças das mulheres que encontra, desfazendo as esperanças nele depositadas e mostrando-se leviano às investidas românticas. Causando tanto mais medo do que mesmo infelicidade na imaginação das senhoritas, Augusto passa a ser rejeitado nesse círculo. Todavia, Carolina, a Moreninha, uma jovem de quinze anos, inteligente e zombeteira, trará uma nova atmosfera à alma de Augusto.
Tomado por sentimentos perturbadores, o rapaz acaba confessando a D. Ana, avó da menina, um segredo guardado há sete anos, no qual estava a explicação para a sua personalidade obscura e instável. Passemos ao episódio.
Augusto tinha treze anos quando esteve na Corte e, durante um de seus passeios pelas praias cariocas, conheceu uma linda menina, contando não mais do que oito anos. Ela então observava uma concha à beira-mar, mas o ir e vir das ondas impedia que ela avançasse sobre a areia para pegar o objeto de seus caprichos.
Depois de tanto brincar com as vagas, até cair, a menina dirigiu-se a Augusto mimosamente, lastimando não ter conseguido apanhar a concha. Prontamente, ele se dispôs a trazê-la para a menina; foi assim que fizeram amizade e viriam a passar longas horas de deliciosas brincadeiras infantis.
Em meio às travessuras, a garotinha perguntou-lhe se desejava um dia casar-se com ela. Embora aturdido, Augusto acabou por aceitar a ousada proposta. A promessa fez com que seus nomes deixassem de ter importância, e assim passaram a tratar-se por "meu marido" e "minha mulher".
Mas, a aproximação de um garoto aos prantos anunciando a morte do pai viria quebrar o encanto do momento. Augusto e a menina foram conduzidos até uma pequena casa, onde se achava um homem agonizante junto a sua família em sofrimento. Pouco, ou nada, poderia ser feito.
Uma caridade realizada por Augusto e sua nova amiga fez o velho abençoá-los, profetizando a união de ambos... deu-lhes, então, dois breves: um branco, que levaria costurado um camafeu de Augusto, presenteado à garota; e outro verde, cosido a um botãozinho de esmeralda da blusa da menina, por sua vez oferecido a Augusto.
Pouco antes de o ancião expirar, os dois partiram. Despediram-se na praia, mantendo o enigma de seus nomes, mas vivo o juramento de amor feito diante do homem: o de um dia se encontrarem e serem felizes juntos.
Assim, Augusto termina a sua curiosa história. No entanto, além de D. Ana, os ouvidinhos aguçados de Carolina também tinham acompanhado secretamente sua narrativa.
Em outra conversa com a velha senhora, Augusto comenta sobre o malogro de suas paixões: ele já tinha sido enganado por três jovens que escarneceram de suas devoções afetivas. A primeira, uma moreninha, deixou-o esperançoso pelo período de oito dias, finalmente casando-se com um velho. A segunda, uma coradinha, mostrava-se ciumenta e possessiva, mas ria-se dele pelas suas costas, enamorada de outro. A terceira, uma jovem pálida, fazia-o acreditar ser o único em sua vida, mas enganava-o com um primo. Tantas desilusões levaram-no a crer que a melhor saída era namoriscar todas e não dar o coração a nenhuma.
O fim de semana termina e os jovens voltam à Corte. Augusto traz consigo mais do que uma lembrança da agradável companhia dos amigos e de D. Ana; ele guarda um sentimento profundo que irá rendê-lo à afabilidade de Carolina. Isso o fará retornar a casa da jovem, e juntos descobrir-se-ão amigos e enamorados.
Após um breve período de distância entre os dois, o que os leva a uma grande tristeza, Augusto corre ao encontro da amada. Porém, a Moreninha repreende-o por trair o voto feito à garotinha que conhecera há sete anos e ao homem em seu leito de morte. Augusto declara ser impossível reconhecê-la, ou mesmo encontrá-la e, ainda que isso fosse possível, como ele poderia negar o amor sincero que agora sentia por Carolina?
É o momento de desfazer-se o mistério: a jovem revela o breve que um dia ganhara de um velho às vésperas de sua morte, e nele estava enrolado o camafeu pertencente a Augusto.
Comovidos, concluem que a espera e a busca tinham chegado ao fim.
Também a aposta antes lançada pelos amigos estava ganha: Augusto escreveria sua história, uma história de amor e final feliz, intitulada A Moreninha.

Resumo do livro: Ilíada




No décimo ano do cerco a Troia, há um desentendimento entre as forças dos aqueus, comandadas por Agamémnom. Ao dividirem os espólios de uma conquista, o comandante aqueu fica, entre outros prêmios, com uma moça chamada Criseida, enquanto que a Aquiles cabe outra bela jovem, Briseis (Briseida). Criseida era filha de Crises, sacerdote do deus Apolo, e este pede a Agamémnom que lhe restitua a filha em troca de um resgate. O chefe aqueu recusa a troca, e o pai ofendido pede ajuda a seu deus. Apolo passa então a castigar os aqueus com a peste. Quando forçado a devolver Criseida ao pai para aplacar o castigo divino, Agamémnom toma a Aquiles sua Briseis, como forma de compensação e afronta a Aquiles. Este, ofendido, se retira da guerra junto com seus valentes Mirmidões. Aquiles pede então a sua divina mãe que interceda junto a Zeus, rogando-lhe para que favoreça aos troianos, como castigo pela ofensa de Agamémnom. Tétis consegue a promessa de Zeus de que ajudará aos troianos, a despeito da preferência de sua esposa, Hera, pelo lado aqueu.
Então Zeus manda a Agamémnom, através de Oneiros, um sonho incitando-o a atacar Troia sem as forças de Aquiles. Agamémnom resolve testar a disposição de seu exército. A tentativa por pouco não termina em revolta generalizada, incitada pelo insolente Tersites. A rebelião só é evitada graças à decisiva intervenção de Odisseu, que fustiga Tersites e lembra a profecia de Calcas de que Ílion cairia no décimo ano do cerco.
Os dois exércitos perfilam-se no campo de batalha, diante de Troia. Páris, príncipe de Troia, se adianta, mas logo recua ao ver Menelau, de quem roubara a esposa causando a guerra. Menelau o insulta e Páris responde propondo um duelo entre ambos. Os aqueus respondem com agressões, porém seu irmão Heitor, o maior herói troiano, reitera o desafio, propondo que o destino da guerra seja decidido numa luta entre Menelau e Páris. Menelau aceita, exigindo juramento de sangue sobre o pacto de respeitar o resultado do duelo. Enquanto os preparativos são feitos, Helena se junta a Príamo, rei de Troia, no alto de uma torre para observar a contenda. Ela apresenta os maiores comandantes gregos, apontando-os para Príamo.
O duelo tem início e Menelau leva vantagem. Quando está para derrotar Páris, Afrodite intervém e o retira da batalha envolto em névoa, levando-o ao encontro de Helena. Agamémnom declara então que Menelau venceu a disputa e exige a entrega de Helena e pagamento do resgate. Porém Hera e Atena protestam junto a Zeus, pedindo a continuidade da guerra até a destruição de Tróia. Zeus cede em troca da não intervenção de Hera caso deseje destruir uma cidade protegida por ela. Atena então desce entre as tropas troianas e convence Pândaro, arqueiro troiano, a disparar contra Menelau, ferindo-o e rompendo o pacto com os gregos. O exército troiano avança, e Agamémnom incita os aqueus ao combate. Tem lugar então uma luta violenta, na qual os gregos começam a levar vantagem. Porém Apolo incita aos troianos, lembrando-os que Aquiles não participa da peleja.
Os troianos então avançam, retomando a vantagem sobre os gregos, a despeito dos grandiosos esforços de Diomedes, que, insuflado pela deusa Palas Atena, chega a ferir os deuses Afrodite e Ares, que defendem os troianos. Os gregos por sua vez parecem retomar a vantagem, o que faz com que Heitor então retorne à cidade para pedir a sua mãe que tente acalmar Palas com oferendas. Após falar com a mãe, encontra-se com sua esposa e seu filho em uma torre. O encontro, em que Heitor fala com a esposa e o filho sobre o seus futuros, é bastante triste, pois Heitor pressente que Tróia cairá. A seguir, convoca Páris e com ele volta à batalha.
Apolo combina com Atena uma trégua na batalha e para consegui-la incitam Heitor a desafiar um herói grego ao duelo. Ajax é o escolhido num sorteio e avança para o combate. O duelo é renhido e prossegue até a noite, quando é interrompido. Os aqueus então aproveitam para recolher seus mortos e preparar um baluarte.
Com a manhã, o combate recomeça, porém Zeus proíbe os outros deuses de interferir, enquanto que ele dispara raios dos céus, prejudicando aos aqueus. O combate prossegue desastroso para os gregos, que acabam por se recolher ao baluarte ao final do dia. Os troianos acampam por perto, ameaçadores.
Durante a noite Agamémnom se desespera, percebendo que havia sido enganado por Zeus. Porém Diomedes garante que os aqueus têm fibra e ficarão para lutar. Agamémnom acaba por ouvir os conselhos de Nestor, e envia a Aquiles uma embaixada composta por Odisseu, Ajax, dois arautos e o veterano Fenix presidindo, para oferecer presentes e pedir ao herói que retorne à batalha. Aquiles, porém, ainda irado, não cede.
Agamémnom então envia Odisseu e Diomedes ao acampamento troiano numa missão de espionagem. Heitor, por sua vez, envia Dolon espionar acampamento aqueu. Dólon é capturado por Odisseu e Diomedes, que extraem informações e o matam. A seguir invadem o acampamento troiano e massacram o rei Reso e doze guerreiros que dormiam, retirando-se de volta para o lado aqueu, onde são recebidos com festa.
Durante o dia o combate é retomado, e os troianos novamente são superiores, empurrados por Zeus. Heitor manda uma grande pedra de encontro a um dos portões e invade o baluarte grego, expulsando-os e os empurrando até as naus, de onde não haveria mais para onde recuar a não ser para o oceano. Há amargo combate, com os aqueus recebendo apoio agora de Poséidon enquanto Zeus favorece os troianos, com heróis realizando grandes feitos de ambos os lados.
Hera, então, consegue convencer Hipnos a adormecer Zeus. Os gregos, acuados terrivelmente, se aproveitam desse momento para recuperar alguma vantagem, e Ajax fere a Heitor. Porém Zeus acorda e, vendo os troianos dispersos e a momentânea vitória grega, reconhece a obra de Hera e a repreende. Hera diz que Poséidon é o único culpado, e Zeus a manda falar com Apolo e Íris para que estes instiguem os troianos novamente à luta. Então Zeus impede Poséidon de continuar interferindo, e os troianos retomam a vantagem. Os maiores heróis aqueus estão feridos.
Pátroclo, vendo o desastre dos aqueus, vai implorar a Aquiles que o deixe comandar os Mirmidões e se juntar à batalha. Aquiles lhe empresta as armas e consente que lidere os Mirmidões, mas recomenda que apenas expulse os troianos da frente das naus, e não os persiga. Pátroclo então sai com as armas de Aquiles (incluindo a armadura, o que faz com que aqueus e troianos achassem que Aquiles havia voltado à batalha) e combate os troianos junto às naus. Ao ver fugindo os troianos, Pátroclo desobedece a recomendação de Aquiles e os persegue até junto da cidade. Lá, Heitor, percebendo que é Pátroclo e não Aquiles, o confronta em duelo e acaba por matá-lo.
Há uma disputa pelas armas de Aquiles, e Heitor as ganha, porém Ajax fica com o corpo de Pátroclo. Os troianos então repelem os gregos, que fogem, acossados. Aquiles, ao saber da morte do companheiro, fica terrivelmente abalado, e relata o acontecido a Tétis. Sua mãe promete novas armas para o dia seguinte e vai ao Olimpo encomendá-las a Hefestos. Enquanto isso Aquiles vai ao encontro dos troianos que perseguem os aqueus e os detém com seus gritos, permitindo que os gregos cheguem a salvo com o cadáver. A noite interrompe o combate.
Na manhã seguinte Aquiles, de posse das novas armas e reconciliado com Agamémnom, que lhe restituíra Briseida, acossa ferozmente os troianos numa batalha em que Zeus permite que tomem parte todos os deuses. Trucidando diversos heróis, Aquiles termina por empurrar o combate até os portões de Tróia. Lá Heitor, aterrorizado, tenta fugir de Aquiles, que o persegue ao redor da cidade. Por fim Heitor é enganado por Atena, que o convence a se deter e enfrentar o maior herói aqueu. Ele pede a Aquiles que seja feito um trato, com o vencedor respeitando o cadáver do vencido, permitindo seu enterro digno e funerais adequados. Aquiles, enlouquecido de raiva, grita que não há pacto possível entre presa e predador. O terrível duelo acontece e Aquiles fere mortalmente Heitor na garganta, única parte desprotegida pela armadura. Morrendo diante de seus entes queridos, que assistiam de dentro das muralhas, Heitor volta a implorar a Aquiles que permita que seu corpo seja devolvido a Tróia para ser devidamente velado. Aquiles, implacável, nega e diz que o corpo de Heitor será pasto de abutres enquanto o de Pátroclo será honrado.
Aquiles amarra o corpo de Heitor pelos pés à sua biga e o arrasta diante da família e depois o traz até o acampamento grego. São feitos os jogos funerais de Pátroclo. Durante a noite, o idoso Príamo vem escondido ao acampamento grego pedir a Aquiles pelo corpo do filho. O seu apelo é tão comovente que Aquiles cede, chorando, com a ira arrefecida. Aquiles promete trégua pelo tempo necessário para o adequado funeral de Heitor. Príamo leva o cadáver de seu filho de volta para a cidade, onde são prestadas as honras fúnebres ao príncipe e maior herói de Troia.