segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Resumo do livro: O Homem da Máscara de Ferro




A Bastilha, foi construída em 1370 e tornou-se uma prisão durante o reinado de Carlos VI; durante a Regência do Cardeal Richelieu, no século XVII, tornou-se uma prisão para nobres ou letrados, opositores à religião oficial, adversários políticos, agitadores políticos, etc. No dia 14 de Julho de 1789 o povo de Paris saiu às ruas e invadiu a Bastilha, fortaleza que simbolizava o Absolutismo Real, libertando seus 7 prisioneiros. Esse feito ficou conhecido como "A Queda da Bastilha", data comemorada pelos franceses .
Por volta de 1679, durante o reinado de Luís XIV, um prisioneiro foi colocado sob a responsabilidade pessoal do Sr. De Saint-Mars, na época, era comandante da fortaleza e prisão de Pignerol, na Savóia. O prisioneiro, sem qualquer registro oficial da prisão, além do nome, tinha a sua idade desconhecida, sendo simplesmente, pelos seus companheiros e pelos carcereiros da prisão, como sendo o "Máscara de Ferro".Era sem dúvida alguma, fora do comum, mesmo para os locais, onde figuras impares eram "armazenadas", a peculariedade desse preso, o requinte de maldade, numa tortura, aparentemente não dolorosa, mas infinitamente incomoda; pois o rosto do prisioneiro ficava totalmente escondido sob uma espécie de máscara aveludada preta, ligada mecanicamente a um "colarinho"de ferro, cujo mecanismo, impossibilitava a sua remoção sem ajuda de alguém. Embora o reconhecimento facial do preso fosse nulo, os seus movimentos ágeis e maneiras refinadas e elegantes, conduziam a um raciocínio, mesmo subjectivo, de ser ainda jovem e da nobreza. Por questões especificas, o "Máscara de Ferro" , na maior parte do tempo, era mantido bem longe das vistas dos demais presos, inclusive, sendo a ala do calabouço, na qual ficava a sua cela, muito bem guardada, e, para completar a segurança, um contacto restrito com a carceragem, sendo apenas uma pessoa escolhida para tal serviço.Apesar do zelo extremo na segurança do "Mascara de Ferro", era tratado por todos com gentileza e respeito, principalmente pelo Sr.De Saint-Mars, comandante do presídio.
Em 1681, Saint Mars foi transferido para o comando do baluarte de Exilles, em Turim, que, naquela época, era de propriedade francesa; o preso também foi transferido e mantido como tal por seis anos, ou seja, no período completo em que durou a sua gestão.Transferido em 1687, para o Mediterrâneo, como comandante da Ilha de Santa Margarida, Saint Mars, mais uma vez o "Máscara de Ferro", ainda sob a sua responsabilidade, foi conduzido para outra prisão. O infeliz prisioneiro, encarcerado na masmorra da fortaleza, tentou em vão, de uma forma desesperada, estabelecer contacto com o mundo exterior; com os parcos recursos que dispunha, ora através de fiapos de linho, ora com materiais residuais, tentava a todo custo revelar a sua identidade, com mensagens imperceptíveis ou simbologia desconhecida, pelo menos para os directamente envolvidos.Seu esforço foi totalmente em vão, não demorando a ser descoberto pela guarda local, causando-lhe assim, mais vigilância redobrada, permanecendo preso por aproximadamente 11 anos, quando, em 1698, Saint Mars, retirado do comando da ilha, para ir dirigir a prisão "A Bastilha", construída em 1370, situada em Paris, já célebre por ter abrigado os mais diversos e notáveis personagens.
Como das vezes anteriores, tornando-se um procedimento usual, recebeu ordens expressas para levar o "Mascara de Ferro" para a Bastilha. Foi uma longa viagem, planejada com detalhes cuidadosos, guarnecidas por uma robusta escolta de soldados para proteger as duas carruagens utilizadas no translado; uma delas, a primeira, levando o "Máscara de Ferro" e a segunda, conduzindo o novo comandante da Bastilha.Como não poderia ser diferente, ao ser levado da carruagem para as instalações destinadas á sua pessoa, o Máscara de Ferro foi alvo de grande curiosidade dos presentes; todas as refeições de Saint Mars, foram sempre acompanhadas pelo misterioso prisioneiro.O militar, tinha ao seu alcance, devidamente preparadas, duas pistolas sobre a mesa, para que não duvidassem da seriedade e do zelo no cumprimento do dever. Conforme procedimentos anteriores, também na Bastilha, nenhum registro do infeliz prisioneiro foi feito, permanecendo dessa forma, por mais cinco longos anos; em Novembro de 1703, subitamente e de uma forma totalmente misteriosa, o Máscara de Ferro adoece num dia e morre no outro, tendo sido enterrado no cemitério de Saint-Paul, e aí sim, pela primeira vez, seu suposto nome foi revelado, constando dos registros , como sendo De Marchiel, com 45 anos de idade.
Qual era a verdadeira identidade do misterioso homem da Máscara de Ferro? Em 1711 a cunhada do rei, a Princesa Palatine, mencionou a história numa carta á sua tia. O prisioneiro foi tratado muito bem, ela disse, mas dois mosqueteiros vigiavam-no o tempo todo, prontos para matá-lo caso ele tentasse tirar a sua máscara. Ele odiava a sua máscara, dormia com a máscara, e provavelmente morreu com a máscara.

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